domingo, 30 de junho de 2013

Erros em escala

O maior erro do governo federal foi não ter sinalizado aos brasileiros e ao mercado uma disposição forte de contenção de gastos públicos em 2013. Se incluísse na LOA deste ano uma previsão de superávit primário de 4%, e demonstrasse ao longo do primeiro semestre disposição para cumpri-la, talvez, porém só talvez, as manifestações de junho não viessem tão pesadas.

O combate à inflação com a elevação da Selic também demorou a ser feito, o que mostrou claramente a ingerência política no Banco Central na fixação dessa taxa, o que sempre existiu, aliás.

Tais manifestações vão muito além de vinte centavos no aumento de passagens de coletivos. Representam o protesto da população contra os péssimos serviços públicos oferecidos pelos governos das três esferas administrativas (saúde, educação, transporte e segurança pública) em face do avassalador volume de dinheiro recolhido por meio de impostos.

O descaso macroeconômico, a enorme distância entre os projetos (políticos) de governo (o oba-oba da Copa das Confederações e do Mundo) e do povo fizeram junho de 2013 acontecer.

Agora, astuciosamente, o governo de federal planta uma consulta plebiscitária de uma eventual reforma política entre as bandeiras populares de junho, sem que esta jamais tenha sido ostensivamente empunhada. É mais um oportunismo de governo. E isto o povo percebe.

Soma-se a isso falta de carisma da governante.

Enfim, o que se viu em junho é que o Brasil exige serviços de excelência já: em escolas, saúde, serviços de transporte, etc, etc, e isso, infelizmente para os políticos, não será esquecido.

E o problema não é só de QUALIDADE nos serviços, mas de GESTÃO...

Mas esse é um outro assunto.

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